Histórias de impacto

2 pessoas que eu conheci na minha última visita - Tiffany Garside C.E.O ABC Trust

Victor

Mais de meio milhão de pessoas vivem em cortiços no centro da cidade de São Paulo. Para dar uma idéia, este é o mesmo número de pessoas que vivesaopauloghetto em Sheffield. Olhando a parte externa dos cortiços, parecem casas normais, por isso eu fiquei tão chocada quando entrei através de um beco e fui transportada para uma das piores favelas que eu já vi em anos trabalhando em desenvolvimento internacional. Havia 45 famílias vivendo no cortiço que eu visitei (que tinha o mesmo tamanho do meu pequeno flat em Balham) – mais de 250 pessoas. O chão era de terra e havia esgoto a céu aberto correndo entre as salas divididas por peças de sucata de ferro.

Uma mãe me acolheu em seu espaço. Era menor do que o meu quarto de casal tamanho padrão em Londres e abriga a família dela de 8 pessoas - eles cozinham, vivem e dormem no mesmo espaço. Uma bebezinha menina bem pequena de 8 semanas de idade estava deitada em uma cama improvisada. Acima dela havia uma tentativa de um telhado, na sua maioria composta de guarda-chuvas velhos para tentar minimizar as enchentes que se ocorrem cada vez que chove. Eu não posso nem descrever o quão vulnerável ela parecia. Quando chove ninguém dorme - eles se amontoam na pequena cama de solteiro sob guarda-chuvas durante a noite. Doenças predominam.

Eu conheci um menino de 2 anos chamado Victor. Ele estava feliz brincando com a terra e com um tabuleiro de jogo. Em seu mundo imaginário, ele estava sorrindo pelos circuitos que representavam as estradas, árvores e uma casa de família perfeita. Sua doçura e emoção contrastavam fortemente com o seu entorno. Quando eu saí, fui seguido por ele – quanto tempo demorará para que ele perca a sua inocência e se endureça com a realidade ao seu redor? Quanto tempo até uma quadrilha de traficantes recrutrá-lo e incentivá-lo a experimentar drogas? Quanto tempo até ele parar de sonhar e perder a esperança?

Para mim, isso reforçou a importância do trabalho da ABC Trust. Através de um projeto local, Victor e outras famílias são apoiadas, as crianças são incentivadas a ir à escola e recebem suporte com seus estudos. Assistentes sociais ajudam os pais, muitas vezes mães adolescentes, a entender como cuidar de suas crianças, e jovens, a escolher a vida ao invés do poder e do dinheiro do tráfico.

Sem a ABC Trust, esse projeto vai parar de funcionar, e Victor será uma das milhões de crianças invisíveis escondidas atrás das paredes de mais um cortiço.

 

Avante children   teenagers 210Gui

Um dos projetos que a ABC Trust apóia no Rio de Janeiro, usa o futebol como uma maneira de envolver, motivar e ensinar crianças e jovens vulneráveis. Essas crianças moram em favelas comandadas por gangues do norte da cidade. A comunidade, na mais famosa cidade do Brasil, tem mais a aparência de uma aldeia pobre, com as ruas de terra, sem fornecimento de energia elétrica, o cheiro forte do esgoto a céu aberto e as pilhas de lixo. As adolescentes são usadas como objetos sexuais pelas gangues e os adolescentes recebem armas como um sinal de poder.

Descendo a rua, um torneio de futebol estava acontecendo. Um menino de 7 anos de idade correu até mim, desesperado para eu vê-lo jogar. Seu pai não é está mais por lá e mais ninguém em sua família foi algum dia vê-lo jogar - como qualquer criança, ele queria alguém para torcer por ele e se orgulhar dele.

Todas as crianças olhavam confiantes para um jovem sorridente que estava organizando as equipes: Gui. Eu perguntei a ele onde ele tinha treinado para fazer esse trabalho e há quanto o fazia no projeto. Ele disse que até sete anos atrás, ele era o chefe de uma das gangues mais violentas no bairro. Este não era o sonho que tinha quando criança ou o caminho que ele tinha escolhido, mas o que encontrou quando era apenas uma criança de 8 anos e depois descobriu que não havia saída. Gui me disse que não havia nenhum projeto para crianças na comunidade que ele cresceu e também nenhuma orientação para as crianças. Largados nas ruas durante o dia todo, eles eram vítimas de gangues e em pouco tempo era a sobrevivência do mais forte - ou fazer o seu caminho até o topo ou morrer em guerras de gangues invisíveis para o mundo exterior. No momento em que foi dada uma segunda chance, ele agarrou-a e foi treinado para ser um educador no projeto de futebol. Ele virou o jogo na sua vida e agora está também estudando. O objetivo do Gui é que nenhuma criança tenha a infância que ele teve. Ele alerta as crianças sobre os métodos das quadrilhas, a realidade por trás da fachada de dinheiro e poder, e a importância de uma boa educação.

Gui foi uma criança que saiu de um extremo para um outro, como parte da luta no Brasil contra a violência e as drogas. Sem ABC Trust e os nossos projetos parceiros, ele ainda estaria na gangue, ao invés de fazendo com que milhares de crianças da próxima geração não entrem para ela.

Mostre seu apoio e ajude-nos a alcançar a nossa meta de £150.000 de arrecadação – Esse é o nosso momento – não vamos desperdiçá-lo. 


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